Essas necessidades dependem muito de como a empresa funciona. Por exemplo, se uma empresa vende mercadoria ou serviços e seus clientes só pagam depois, a empresa tem que ter capital de giro de reserva para enfrentar as suas despesas diárias de funcionamento enquanto não recebe dos clientes. Da mesma forma, ter estoque em armazém é ter capital investido e que ainda não teve retorno financeiro, pelo que é por enquanto um custo que tem de ser suportado enquanto não se efetuar a venda desse estoque. As necessidades de capital de giro estão muito ligadas, em resumo, ao ciclo comercial de compra e venda de mercadorias, sendo prioritário para a empresa poder pagar o mais tarde possível aos fornecedores e tentar receber o mais cedo possível dos clientes, de forma a ter sempre capital disponível. A isso de chama de ciclo de caixa: quanto mais longo for esse ciclo de caixa (isto é, pagarmos cedo e recebermos tarde), maior a necessidade de capital de giro.
É importante que a empresa tenha uma reserva financeira para suprimir necessidades urgentes e dessa forma não desregular o normal funcionamento das suas atividades. Certos fatores podem fazer com que a empresa tenha problemas de capital de giro, como por exemplo a queda nas vendas, os aumentos de custos de funcionamento ou o crescimento da inadimplência, entre outros.
A estabilidade da empresa depende muito desse aspeto financeiro, pelo que o capital de giro deve estar sempre no centro das atenções do gestor financeiro.